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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ararajuba


Conhecida também como guaruba, guarajuba e tanajuba. Guaruba e ararajuba derivam do tupi: guará = pássaro, yuba = amarelo; ou arara = aumentativo de ará (papagaio)/papagaio grande, yuba = amarelo. No final do século XVI foi mencionada por Fernão Cardin, na Bahia, como uma ave muito valiosa comercialmente, equivalente ao preço de dois escravos.

Nome científico: Seu nome científico significa: do (tupi) guarajúba = pássaro amarelado; guará = vermelho e jubá = amarelo; e guarouba = sinônimo de guarajuba e de guaruba. Pássaro amarelo.

Características: Mede cerca de 34cm. de comprimento. A ararajuba apresenta as cores da bandeira brasileira (amarela com as pontas das asas verdes), por isso é considerada a melhor alternativa para ser escolhida como Ave Nacional.

Hábitos: Habita a copa de florestas úmidas altas. É bastante social, inclusive no período reprodutivo, vivendo em bandos de 4 a 10 indivíduos. É justamente nas áreas de ocorrência da espécie, que se verificam os mais altos índices de desmatamento na Amazônia para formação de pastagens. Dessa forma, a perda de seu habitat é uma das principais ameaças que colocam em risco a sobrevivência dessas aves. O tráfico de aves silvestres é outro fator que contribui significativamente para redução desses indivíduos na natureza.

Distribuição geográfica: Encontrada exclusivamente no Brasil, do oeste do Maranhão a sudeste do Amazonas, e sempre ao sul do Rio Amazonas e leste do Rio Madeira. Há registros pontuais na década de 1990 no nordeste de Rondônia e extremo norte do Mato Grosso (sem mais registros recentes). Ocorre na interface das terras baixas da calha do Rio Amazonas e a borda do Planalto Central (Escudo Brasileiro). Existe uma população feral desta espécie registrada em Joinvile/SC resultado de processo de soltura ocorrido no ano de 1984.

Fonte: Wiki Aves















terça-feira, 4 de março de 2014

Papagaio-verdadeiro

Papagaio-verdadeiro 

Nome científico: Amazona aestiva 
Outras denominações: Ajuru-etê, Curau, Papagaio-comum, Papagaio-curau, Papagaio-de-fronte-azul, Papagaio-grego, Trombeteiro (Mato Grosso) e Louro, como, aliás, são chamados todos os papagaios domésticos em nosso país. Ave pertencente à família dos psitacídeos. Dentre as diversas espécies de papagaio é a mais procurada como animal de estimação, por ser a mais “falante”. Tamanho: 37 cm 
Peso: 300 - 400 g 
Expectativa de vida: 80 anos 
Características: Apresenta o corpo de tonalidade verde, sendo a fronte azul e a região da cabeça amarela, que se estende por trás dos olhos. Essas características podem sofrer pequenas variações entre indivíduos ou de acordo com a região. Apresenta as penas vermelhas nas asas (ombros). O bico é preto e a zona em volta dos olhos (periocular) é branca. Apresenta dois dedos virados para frente e dois dedos virados para trás. Pode ser visto em casais ou em bandos, principalmente ao amanhecer ou no final da tarde. Não existem características físicas que diferenciem machos e fêmeas (dimorfismo sexual). 
Distribuição geográfica: Ocorre no interior do Brasil, desde o Nordeste (Piauí, Pernambuco e Bahia) até o Rio Grande do Sul, passando pela Região Central (Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso). Também ocorrem no Paraguai, Bolívia e norte da Argentina.


domingo, 15 de maio de 2011

Crítica de Carlos Perktold

É com muita satisfação que apresento o texto de Carlos Perktold*, crítico de arte, sobre a exposição Amanara.


As técnicas para confecção de obras de arte requerem conhecimentos prévios, algumas de difícil aprendizado. O resultado será artístico se aquela técnica escolhida for temperada com talento, perseverança e capacidade infinitiva do artista para enfrentar as vicissitudes da vida e do chamado mercado de arte.

A técnica do desenho é importante em qualquer uma das escolhidas pois sem ele, não se produz nem mesmo uma boa escultura, planejada antes no papel. Por incrível que pareça ao leitor desconhecedor delas, talvez a mais “fácil” seja a pintura a óleo, porque ela pode ser modificada a qualquer momento, seja na forma, seja na cor ou no conteúdo.

Daquelas consideradas difíceis, a aquarela tem lugar privilegiado, pois é impossível corrigi-la ou modificá-la. Quando tomada pelo papel, ela se espalha sobre o suporte de tal forma que, sem habilidade em lidar com ela, o resultado pode desagradar ao artista e ele perceba, antecipadamente, aquilo que o colecionador ou o espectador notará depois. O bravo e perseverante pintor terá que recomeçar uma nova, num novo suporte.

Por tudo isso, Jean Paulo é, além de artista aquarelista por excelência, um corajoso que vem  a  público, como fez em outras ocasiões, com novos “textos” escritos  apenas com aquarela. E, mais ainda, os traz bem “escritos”, com aquelas exigências “sintáxicas” que andam perdendo o prestígio entre os apaixonados pela chamada “arte contemporânea”. Essas exigências são a composição equilibrada, ritmada, com o número de ouro calculado e, cuidadoso como Jean Paulo é, tudo aplicado sobre papel de excelente qualidade, garantia de durabilidade. A “sintaxe” de uma composição pictórica é aquela  equivalente do texto escrito com clareza no qual a velha e boa regra está de pé: sujeito, verbo e predicado num raciocínio com clareza.  

Jean Paulo demonstra o mestre que é no desenho e nas aquarelas nesta exposição, cujo título “Amanara” condiz com seu conteúdo: água e chuva em tupi-guarani. Se o título nos remete ao interior do país com os povos barbaramente massacrados para que houvesse o país que somos, suas aquarelas nos trazem à amanara de Belo Horizonte e seus conhecidos locais, com o encanto da transparência nas cores, nas figuras humanas e nas paisagens citadinas ou rurais, algumas demonstrando ameaçadores temporais de clareza solar sobre o suporte. O resultado final é sempre de beleza e encantamento.

(*) Carlos Perktold é psicanalista. Integra a ABCA, AICA e o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. 

Amanara

Apresento mais uma obra que fará parte da exposição Amanara.